terça-feira, 2 de outubro de 2012

Outubro Rosa em defesa da Vida!

Brasília, 02 de outubro de 2012
 
Miraldo Vieira*
 
Criado em 1997, nos EUA, e hoje comemorado mundialmente, o Movimento Outubro Rosa foi criado com o objetivo de dar visibilidade e conscientizar a população da prevenção do câncer de mama – uma doença que infelizmente ainda mata mais de 30 mulheres por dia, contando somente os números no Brasil. A campanha estimula também os governantes a dedicarem o mês à informação de como prevenir a doença e da importância do auto-exame, que ainda é a melhor arma contra o câncer de mama.

Como marca registrada do movimento, a campanha “Outubro Rosa” invade grandes pontos turísticos e monumentos de vários países como Itália, França e Brasil, que se iluminam de rosa nesta época. Na TV também é comum ver manifestações feitas por apresentadores e jornalistas reforçando a mensagem.

A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi à iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foram comemorados os 70 anos do Encerramento da Revolução, o monumento ficou iluminado de rosa "num período efêmero" como relembra o secretário da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, o Coronel PM (reformado) Mário Fonseca Ventura. Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa.

Quando se pensa em prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, somente um único exame é capaz de realizá-los: a Mamografia. Toda mulher a partir dos 40 anos deve realizar a Mamografia e continuar a fazê-la anualmente até o fim da vida.

Mesmo sendo difundida a importância de realizar esses exames regularmente, dados oficiais revelam que somente 50% das mulheres após os 50 anos fizeram esse exame pelo menos uma vez; além disso, apenas cerca de 10% realizam regularmente. "Sendo assim, há muito que melhorar, pois se deve alertar que o câncer de mama tem cura, apesar de muito comum, e o diagnóstico precoce por meio da realização da Mamografia é o maior segredo para aumentar as taxas de sucesso, mas sempre é bom ressaltar que a Mamografia isoladamente não previne o câncer de mama, pois sempre deve estar associada a uma boa consulta médica e avaliação clínica das mamas".

Na dúvida deve-se procurar orientação com um Mastologista, que é o médico especialista no estudo das glândulas mamárias e, conseqüentemente, na prevenção, diagnóstico e tratamento cirúrgico do câncer de mama. "O Outubro Rosa serve para a reflexão sobre os cuidados na prevenção do câncer de mama, mas essas ações não devem estar restritas a um único mês, e sim, serem difundidas e executadas por todo o ano".
 
Pesquisas: Saraguato e www.outubrorosa.org.br
 
* Miraldo Vieira é Secretário Geral da CONTRICOM - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário.

Cresce 10,3% o número de trabalhadores que contribuem para Previdência

O número de trabalhadores ocupados que contribuem para a previdência cresceu 10,3% entre 2009 e 2011, cerca de 5,1 milhões de contribuintes a mais. Passou de 49,6 milhões para 54,7 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o Departamento do Regime Geral de Previdência Social, esse aumento é consequência do bom desempenho do mercado formal de trabalho no Brasil nesse período e, também, das medidas de inclusão previdenciária adotadas, em especial, o empreendedor individual (EI).
Considerando-se os gêneros, a contribuição das mulheres ocupadas cresceu 11,8%. Passou de 20,8 milhões, em 2009, para 23,2 milhões, em 2011. Já entre os homens, o número de ocupados que contribuem para previdência aumentou de 28,8 milhões para 31,5 milhões – alta de 9,3%.
Em números absolutos, a quantidade de homens que passaram a contribuir foi um pouco maior: 2,7 milhões contra 2,5 milhões de mulheres.


Fonte: Ministério da Previdência Social, no site da Anfip, 2 de outubro de 2012

Mercado financeiro mantém em 1,57% projeção de crescimento econômico este ano

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram, pela segunda semana seguida, a projeção para o crescimento da economia, Produto Interno Bruto (PIB), em 1,57% para este ano. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal do BC, elaborada com base em estimativas para os principais indicadores econômicos. Para 2013, a estimava permanece em 4%, há oito semanas.
Para a produção industrial, a estimativa de retração este ano passou de 1,82% para 1,92%. Para 2013, a expectativa é que haja recuperação, com a expectativa de crescimento ajustada de 4,25% para 4,1%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB permanece em 35,5%, este ano, e passou de 34,15% para 34%, em 2013.
A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano continua em R$ 2, tanto para o final deste ano quanto para 2013. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 18,04 bilhões para US$ 18 bilhões, este ano, e de US$ 14,48 bilhões para US$ 14,2 bilhões, em 2013.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi mantida em US$ 57,75 bilhões, este ano, e em US$ 70 bilhões, em 2013.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) subiu de US$ 56 bilhões para US$ 57 bilhões, em 2012, e de US$ 59,02 bilhões para US$ 60 bilhões, no próximo ano.
Fonte: Agência Brasil, 02 de outubro de 2012

Eleitor não pode ser preso a partir desta terça, informa TSE

Nenhum eleitor poderá ser preso ou detido a partir desta terça-feira (2), exceto quando houver flagrante, em razão de uma sentença criminal por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto, informa o Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo o TSE, a regra faz parte do Código Eleitoral e deverá ser cumprida até 48 horas depois do encerramento da eleição.
Desde o dia 22 de setembro, candidatos, membros de mesa receptora (como mesários) e fiscais de partidos não podem ser detidos ou presos, salvo em flagrante delito.Nesta terça também termina o prazo para os partidos políticos e coligações indicarem aos juízos eleitorais representantes para o comitê interpartidário de fiscalização do pleito.

Fonte: G1, 02 de outubro de 2012

Déficit da Previdência cresce 19,3% em agosto, para R$ 4,936 bilhões

As contas da Previdência Social fecharam agosto com déficit de R$ 4,936 bilhões, resultado 19,3% superior ao obtido no mesmo mês do ano passado (R$ 4,137 bilhões), com base em valores corrigidos pela inflação, considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) informou nesta segunda-feira o Ministério da Previdência Social nesta segunda-feira.
Na comparação nominal, sem considerar a inflação, o déficit subiu 25,7% em relação a agosto de 2011, quando os gastos superaram as receitas em R$ 3,926 bilhões.
O aumento no déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) em agosto é resultado de uma arrecadação líquida total de R$ 22,534 bilhões - elevação real de 4,6% frente a igual período do ano passado. A variação nominal foi de 10,2% no valor recolhido.
As despesas previdenciárias, por outro lado, somaram R$ 27,470 bilhões - avanço real de 6,9% em relação a agosto do ano passado. Na comparação nominal, a variação foi de 12,7%.
Dados divulgados nesta segunda-feira apontaram também que o rombo previdenciário cresceu 90,4%, em termos reais, e 91,3%, em termos nominais, na comparação com o déficit de julho (R$ 2,592 bilhões).
Até agosto, as contas da Previdência Social fecharam com um déficit de R$ 28,492 bilhões em termos reais, o que representa um aumento real de 4,5%. Nos primeiros oito meses do ano passado, o rombo registrado foi de R$ 27,276 bilhões. O resultado negativo nominal da Previdência até agosto deste ano, portanto, representa aumento nominal de 9,9% sobre o mesmo período de 2011.
No acumulado em 12 meses, o déficit do RGPS alcançou R$ 39,021 bilhões, em número corrigido pela inflação, e de R$ 38,085 bilhões, em valor nominal.

Fonte: G1, 02 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Brasil e Espanha se unem no combate aos acidentes de trabalho

O Ministério da Previdência Social (MPS) promove entre os dias 1º a cinco de outubro, em Brasília (DF), o Seminário sobre Prevenção de Riscos no Trabalho: intercâmbio de experiências Brasil-Espanha e assistência técnica. O evento servirá para troca de experiências entre profissionais que atuam na formação, capacitação, gestão e controle de riscos do trabalho, com a participação do consultor da Espanha José Antonio Gonzalez, do Instituto Galego de Seguridade e Saúde Laboral (ISSGA).

Estarão reunidos técnicos da Previdência Social que atuam diretamente na área de riscos ambientais, autoridades responsáveis pela proposição e execução de políticas nacionais sobre saúde e segurança no trabalho e entidades parceiras.

O objetivo central do evento, de acordo com o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional, Cid Pimentel, é “discutir e compartilhar a importância da prevenção dos acidentes e doenças no ambiente laboral”.

Serão abordados temas técnicos e atuais da seguridade social como o Fator Acidentário de Prevenção, Plano Nacional de Segurança e Saúde, Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário e os serviços de prevenção e a atuação das autoridades previdenciárias e trabalhistas na Espanha.

Da Redação em Brasília
Com informações do MPS

Fonte: Vermelho, 30 de setembro de 2012

Nova classe média inclui ao menos 50% das famílias em favelas do país

Pelo menos metade das famílias que moram em favelas e ocupações no Brasil pertence à nova classe média, segundo levantamento do G1 com base em dados sobre renda do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números apontam ainda que quase 5% dessa fatia da população estaria na classe alta.
A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República considera classe média famílias "com baixa probabilidade de passarem a ser pobres no futuro próximo", com renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019por mês. No total, estima-se que o Brasil tenha 104 bilhões de pessoas na classe média, o que representa 53% da população. Segundo os critérios da secretaria, quem vive com mais de R$ 1.019 por mês pertence à classe alta.
Dados sobre renda per capita no Censo 2010 (atualizados para 2012 com base na inflação) mostram que, em 51,2% dos domicílios em favelas e ocupações, vivem famílias de classe média. Outros 4,57% das famílias residentes nessas áreas estariam na classe alta.Em 2010, de acordo com o IBGE, 11.425.644 de brasileiros (6% da população) moravam em aproximadamente 3,2 milhões de domicílios nos chamados aglomerados subnormais – favelas, invasões, grotas, comunidades, baixadas ou vilas. Conforme estimativa traçada pelo G1, em pelo menos metade dessas residências (1,6 milhão de domicílios) a renda per capita (por pessoa) registrada enquadraria as famílias na classe média.
Conforme os critérios da SAE, vivem na linha da pobreza as família brasileiras que possuem renda per capita inferior a R$ 162. Na faixa entre R$ 162 e R$ 291 está a classe intermediária entre pobres e classe média, grupo chamado de vulnerável.
Rio de Janeiro e São Paulo

A Rocinha, maior favela do país, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, possui quase 23,4 mil domicílios. O levantamento mostra que cerca de 65% das famílias que moram na região pertenceriam à classe média. Outros 5,24% das moradias seriam de classe alta.
"Para mim, classe média alta é rico. Rico não mora em favela", afirmou o barbeiro Gilvan da Silva Medeiros, de 51 anos, ao lado do carro zero quilômetro recém-adquirido. "Rico não mora em favela, mora nos prédios de luxo em frente à Rocinha, em São Conrado, Botafogo, em frente à praia do Leblon. Acho que para ser rico assim é preciso ganhar no mínimo uns R$ 20 mil por mês".O G1 foi até o local falar com moradores sobre o critério de renda adotado pelo governo e encontrou famílias típicas de classe média, com carro novo na garagem, televisores de LCD com pacote de TV a cabo, que viajam de avião e têm filhos universitários. Ainda assim, muitos rejeitam ser enquadrados nessa faixa da população.
O promotor de vendas Valdeci Gasparino, de 41 anos, mora com conforto em uma casa com dois andares, TV de LCD, carro zero. Mas precisa lutar contra as dívidas que acumulou no cartão de crédito. Já sua vizinha, a aposentada Maria José Marques, de 72 anos, paga as contas com dificuldade e não tem luxos.Em Heliópolis, segunda maior favela de São Paulo, localizada na Zona Sul da cidade, famílias de classe média vivem realidades opostas.
O promotor conta que passou a infância num barraco. "A luz era puxada do poste, água era buscada num lugar com tambor. Nem tinha esgoto", relata.
Anos depois, beneficiada por programas habitacionais, sua família passou a viver numa casa que, após diversas reformas, tem 2 andares com 5 cômodos cada. Nela estão eletrodomésticos e eletrônicos como netbook, TV de LCD de 42 polegadas e sistema de som. Na garagem, um carro zero km.
"Rico não mora em favela, mora nos prédios de luxo em frente à Rocinha"
Gilvan da Silva Medeiros, de 51 anos, morador da Rocinha, maior favela do RJ.
Ao contrário do vizinho, a aposentada não tem plano de saúde e depende do SUS para cuidar de um problema que tem no coração. O único luxo é um computador, que é de um modelo mais antigo.
A renda da casa gira em cerca de R$ 2,4 mil, o suficiente para manter, com dificuldade, a idosa, seu marido, dois filhos e dois netos. Em termos per capita, seria de R$ 400, um pouco acima dos R$ 291 que delimitam a classe média.
Já a filha de Gasparino está prestes a se formar em administração em uma faculdade particular e o filho mais novo deve virar universitário no ano que vem.
A melhoria de vida, no entanto, fez com que ele estourasse o limite de três cartões de crédito. "Você começa com uma coisa pequenininha, vai crescendo e acaba perdendo o controle, não tendo condições de pagar", diz o morador.
"Ou você come ou paga a conta"
Valdeci Gasparino, de 41 anos, morador de Heliópolis, segunda maior favela de SP.
Apesar da renda de sua família girar em torno de R$ 4 mil mensais, a dívida parece estar longe de acabar, principalmente por conta dos juros. "Não que a gente não queira pagar, é que as condições chegam num limite que ou você come ou paga a conta."
Ainda assim, o promotor de vendas diz ver vantagens em manter, na comunidade, um padrão de vida típico de bairros mais abastados. "Acredito que é mais perigoso hoje em dia morar no Morumbi ou em bairros mais nobres do que viver aqui. Bandidagem está em todos os lugares, mas não vai mexer com quem está aqui dentro."
CARACTERÍSTICAS DA NOVA CLASSE MÉDIA, SEGUNDO O GOVERNO
Ensino fundamental incompleto e sem escolaridade
Emprego formal ou alguma ocupação
Casa própria e com mais cômodos
Cuidado ao poupar dinheiro
Chance de estar endividada
Investe na educação dos filhos
Trabalha altas jornadas
Começa a ter acesso a plano de saúde
Já a aposentada diz que seu sonho é ver a sala com piso de ladrilho e o telhado mais firme. "O que mais quero é renovar minha casinha. Eu penso: 'Será que vou morrer deixando minha casinha desse jeito?'"
Economista defende critérios

Diana Grosner, da Secretaria de Ações Estratégicas (SAE) da Presidência da República, fez parte da comissão que definiu o critério da nova classe média e diz que os dados divulgados até o momento são preliminares. "Vale dizer que essa classe média que nós definimos, tudo que divulgamos, são projeções, porque o ano ainda não acabou".
A economista rebate as críticas ao conceito aplicado pelo governo. Segundo ela, o conceito é relativo e serve para que o estado brasileiro atenda às necessidades dessa população.
"É uma classe média do Brasil. A classe alta não é rica em relação às pessoas que estão abaixo. Mas nós achamos o mais adequado, que reflete melhor a condição da família. O conceito per capita traduz melhor a situação. O que nós estamos fazendo não é um exercício sociológico. É para ter um recorte, para olhar a evolução", explica.
Fonte: G1, 01 de outubro de 2012