domingo, 31 de julho de 2011

Centrais sindicais não aceitam convite de Dilma para anúncio de política industrial

As centrais sindicais foram surpreendidas hoje por um convite do Ministro Fernando Pimentel, do MDIC, para reunião terça feira, em Brasília, às 8h30 da manhã, para tomarem conhecimento da nova política industrial que será anunciada duas horas e meio depois, às 11 horas, pela Presidenta Dilma.
As centrais há meses estão discutindo essa questão com as entidades empresariais e alertando o Governo para a necessidade de medidas duras para conter o avanço dos produtos industriais importados, o câmbio desfavorável para as exportações e a produção interna, assim como a questão do chamado “Custo Brasil”, baseado principalmente em energia cara, elevadíssima carga tributária e ausência de incentivos para estimular o emprego e a produção interna.
Produtos fabricados na Ásia, principalmente na China, com estímulos fiscais e uso de mão de obra barata, invadem nosso país, sem qualquer política de enfrentamento comercial. Nos setores do aço, dos calçados, têxteis, confecções, eletrônicos, brinquedos, entre outros, os empresários brasileiros não conseguem competir, pela falta de incentivos locais para se contrapor aos incentivos concedidos à produção principalmente pelo mercado asiático.
Só no mês passado 58.000 empregos foram perdidos na indústria brasileira, segundo o Dieese. Empresários brasileiros da área de calçados, têxteis e até da fabricação de ônibus estão transferindo suas fábricas para a Ásia, gerando empregos lá, e não aqui.
Diante deste quadro, não nos parece adequado que as centrais sindicais e os empresários sejam chamadas agora, de surpresa, apenas para tomar conhecimento e aplaudir medidas que desconhecem.
As centrais sindicais deixam claro, que sempre estarão prontas para conversar com o Governo e apelam à Presidenta Dilma para que o diálogo necessário se torne uma prática constante com as centrais sindicais, especialmente quando se tratar de decisões que afetem o emprego e a sobrevivência da indústria nacional. Por isso anunciamos que não estaremos nessa reunião convocada.

Wagner Gomes (presidente da CTB)
Antonio Neto (presidente da CGTB)
José Calixto (presidente da NCST)
Paulo Pereira da Silva (presidente da Força Sindical)
Ricardo Patah (presidente da UGT)

Com informação de http://www.portalctb.org.br/

segunda-feira, 25 de julho de 2011

DIRIGENTES DA CONTRICOM VÃO A MATO GROSSO

* Miraldo Vieira

Seguindo dinâmica de visita as entidades sindicais do ramo da Construção e do Mobiliário, o Presidente e o Secretário Geral da CONTRICOM foram a Cuiabá nos dias 15 e 16 de julho do corrente visitar a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado do Mato Grosso. O encontro teve a participação dos dirigentes locais do ramo da Construção e do Mobiliário, companheiros Ronei Presidente da Federação, Odair Campos Presidente do STICOMAT – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Cerâmica, Cimento, Cal e Gesso, Ladrilhos, Mármores e Granitos do Mato Grosso e Joaquim Santana, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá e Municípios.
Apesar da Federação do Mato Grosso ser eclética, a maioria dos sindicatos a ela filiados pertence ao terceiro grupo que é representada pela CONTRICOM.
Os dirigentes da Federação tiveram a oportunidade de conhecer os motivos de se ter fundado a Confederação e fizeram alguns questionamentos sobre sua criação.
 
Odair, Miraldo, Ronei, Mazinho e Joaquim

Francisco Costa (Mazinho) e Miraldo Vieira visitaram também a sede do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá.
Os dirigentes a CONTRICOM avaliaram que foram bastante produtivas as conversas e logo lograrão êxitos com a vinda dessas importantes entidades do movimento sindical.

* Miraldo Vieira é Secretário Geral da CONTRICOM

DIRIGENTES DA CONTRICOM SÃO RECEBIDOS PELA FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DO MATO GROSSO DO SUL

* Miraldo Vieira

Os diretores da CONTRICOM Francisco Costa (Mazinho) presidente e Miraldo Vieira secretário Geral foram recebidos pelo presidente e o assessor da FETICOM-MS, Webergton Sudário da Silva (Corumbá) e Agamenon respectivamente, no dia 14 de julho do corrente. O encontro teve o único motivo, que foi explanar para os dirigentes daquela Federação os verdadeiros objetivos da CONTRICOM.

Miraldo, Corumbá, Agamenon e Mazinho

Os dirigentes da Confederação destacaram que legalmente quem representa o ramo da construção e do mobiliário é a CONTRICOM. A FETICOM-MS, assim como toda e qualquer Federação do ramo da Construção e do Mobiliário que estejam vinculadas a CNTI, deverá se desvincular em razão da criação da Confederação especifica do ramo.
Os dirigentes da CONTRICOM ouviram do presidente e do assessor da FETICOM-MS que estaria levando a discussão para o seio da direção da Federação e que as portas estariam abertas para dialogar com qualquer entidade legalmente constituída, ficando sua vinculação dependendo da decisão do conjunto da diretoria da FETICOM-MS.
Para Mazinho o encontro foi muito produtivo, uma vez que pudemos mostrar para os companheiros do Mato Grosso do Sul que nossa entidade não pertence a nenhuma central sindical, na CONTRICOM tem espaço para todos que queiram vir somar as demais Federações na luta em defesa dos trabalhadores. Finalizou Mazinho.
O Secretário da CONTRICOM, Miraldo Vieira destacou que a visita não tinha o propósito de convidar nenhum dirigente para mudar de Central Sindical. A idéia é construir uma Confederação com todas as forças do movimento sindical independente de que Central Sindical a Federação seja filiada.


* Mirado Vieira é Secretário Geral da CONTRICOM

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Campanha de segurança já mobilizou 14 mil


Operários participam ativamente da campanha contra os acidentes

A campanha "Um passo pela vida - Xô acidentes do trabalho na construção" completa oito dias e já conseguiu mobilizar cerca de 14 mil trabalhadores (as), com a visita de mais quatro canteiros, nesta terça-feira (19/07): Sertenge, Bairro da Paz (avenida Orlando Gomes); OAS Cittá Parc (Itapuã); Brisa e Le Parc (avenida Paralela). Neste último (Le Parc) foi onde ocorreram acidentes com a morte de três operários em menos de um ano (novembro/09 a setembro/10).
As mobilizações começam bem cedo na porta dos canteiros de obras. A partir das 6 hs até 8 hs, diretores do SINTRACOM-BA e da FETRACOM-BA se revezam para informar sobre a questão da saúde e segurança na construção. Fazem a distribuição da Carta Aberta à População e falam sobre a atividade perigosa que os (as) trabalhadores (as) exercem, casos de acidentes do trabalho fatais que tiraram as vidas de vários colegas, as lutas e reivindicações da campanha.

Os operários (as) chegam para iniciar mais um dia de trabalho duro nas obras e quando vêem as mobilizações, vão parando aos grupos, ouvem, perguntam, questionam, contam sobre os riscos e irregularidades que acontecem nas obras. Isso significa que a campanha está conseguindo atingir o seu objetivo, que é mobilizar, chamar a atenção para a situação de riscos na construção e conquistar o apoio popular para a luta dos (as) trabalhadores (as).
 
No primeiro semestre de 2011 já aconteceram 58 acidentes nas obras da Bahia, com a morte de seis operários, o mesmo número de óbitos que aconteceu em 2010. Sem contar com os acidentes que não são registrados ou denunciados à Imprensa e ao sindicato, e aqueles que os patrões se negam a fornecer a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT).
As principais reivindicações da campanha são: valorização do trabalho; direito à recusa ao trabalho perigoso; 100 horas de treinamento em segurança do trabalho no ato da contratação; proteção e sinalização total nos canteiros de obras; equipamento de proteção individual e coletiva adequados; integração e fortalecimento das CIPAs nos canteiros; autonomia para os profissionais de segurança no trabalho.
Raimundo Brito, diretor do FETRACOM/BA e da CONTRICOM.

As mobilizações continua-rão durante o mês de julho e, em12/08, acontece um seminário para debater a questão da segurança, saúde e prevenção de acidentes do trabalho, sob a visão dos trabalhadores da construção. A programação será divulgada com antecedência.

A campanha  "Um passo pela vida - Xô acidentes do trabalho na construção" é promovida conjuntamente pela seguintes entidades: Federação dos Trabalhadores na Construção (Fetracom-BA) e sindicatos filiados em todo o estado da Bahia, Sindicato dos Trabalhadores na Construção (Sintracom-BA),  Confederação Nacional da Indústria da Construção e do Mobiliário (Contricom), Federação Latino-Americana da Construção (Flemacon), União Internacional dos Trabalhadores da Construção, Madeira e Materiais de Construção (UITBB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Fórum de Proteção ao Meio Ambiente do Trabalho (Forumat).
 
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO SINTRACOM-BA
Mery Bahia (jornalista, Registro profissional MTE/Fenaj 1274)

domingo, 17 de julho de 2011

Divisionismo e diversionismo no movimento sindical brasileiro

Escrito por João Batista Lemos
16/07/2011


A dirigente, que integra uma corrente minoritária da CUT, une a prática divisionista à retórica diversionista com o objetivo de mascarar a realidade e vender a imagem, falsa, de que o sindicalismo cutista é o único quede fato representa os interesses da classe trabalhadora. Inversão da realidade
Não há como fugir da impressão de que, em muitos pontos, o texto cheira a mofo e saudosismo. Refere-se a tempos já idos, em que o cenário sindical era outro. Ignora as mudanças no cenário político e social ocorridas ao longo dos últimos anos e especialmente após a eleição de Lula, em 2002. E também não se furta, ao modo da ideologia convencional dominante, a inverter a realidade.
Os comunistas e a CTB são o alvo principal do artigo, que culpa os sindicalistas ligados ao PCdoB pela divisão histórica do movimento sindical brasileiro. “Reivindicamos a unidade da classe trabalhadora”, proclama Rosane Silva, numa visão muito singular da história.

Quem dividiu a 1ª Conclat?

Do alto de sua suposta sabedoria, ela afirma que os comunistas erraram ao não participar da fundação da CUT em 1983. Será que ignora o fato notório de que a criação da central naquela época, em nome do “novo sindicalismo”, foi um ato deliberado de ruptura com a unidade do sindicalismo brasileiro celebrada na primeira Conclat?
Aqui, como em outras ocasiões, nota-se a inversão da realidade embutida no argumento falacioso da autora. O divisionismo é apresentado como unidade e esta se resume, no final das contas, às costuras internas, a conciliação dos conflitos recorrentes entre os grupos. Afinal, decreta o artigo, “a CUT é forte, representativa, de massas, e, essencialmente, diferente das outras centrais sindicais”. O “resto” do movimento sindical certamente não conta, não presta. Não há vida nem virtudes fora da CUT. Há um nome apropriado para tal presunção: exclusivismo. O exclusivismo é inimigo da unidade.

Senso de oportunidade

Parece que a arrogância exclusivista, a presunção (falsa) de força e o divisionismo fazem parte do DNA cutista. A essas características se alia agora o diversionismo, a inversão descarada da realidade, a prevalência da versão sobre os fatos. Não é sem razão que se nota um progressivo esvaziamento da CUT ao longo dos últimos anos. A Corrente Sindical Classista (CSC) saiu da CUT em 2007 para participar da fundação da CTB, mas não foi a única. O PSTU já havia caído fora e a Alternativa Sindical Socialista (ASS) também deu linha, assim como o Sindicalismo Socialista Brasileiro (ligado ao PSB, hoje na CTB) e Unidade e Luta (PCB). Não se pode atribuir a responsabilidade pelo esvaziamento da CUT à CTB.
Com falso purismo, Rosane Silva resmunga contra a unidade entre a CTB, Força Sindical, UGT, CGTB e Nova Central que, em sua opinião, são organizações conservadoras ou de direita. Mas, talvez por conveniência ou senso de oportunidade, ela se esquece do acordo assinado recentemente pela CUT, Força Sindical e Fiesp contra a desindustrialização.

Ética tucana

Não cabem críticas à CUT, da nossa parte, quando age em unidade com a Força Sindical, muito pelo contrário. O que se cobra, aqui, é coerência nos argumentos, pois fica subtendido que quando CUT e Força Sindical se aliam tudo bem, é positivo, quando a CUT não está presente é unidade com a direita, alvo de críticas e condenações.
Da mesma forma, afirma-se que o 1º de Maio Unificado de 2011 atraiu políticos de oposição e omite-se a participação no mesmo evento do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, que leu uma mensagem da presidente Dilma aos trabalhadores; do ministro do Trabalho, Carlos Lupi; do presidente da Câmara Federal, Marco Maia, e de outros líderes de esquerda. Nota-se que o artigo se guia pela filosofia do tucano Rubens Ricúpero confessada a um repórter da Globo: "Eu não tenho escrúpulos: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde".

Identidade ideológica

A identidade ideológica entre Força e CUT se traduz também na filiação a uma mesma central mundial, a Confederação Sindical Internacional (CSI), que propõe um sindicalismo de conciliação de classes e capitulação ao imperialismo. Lembremos que a CSI convidou o FMI e o Banco Mundial (Bird) para a abertura do seu 2º Congresso, realizado em Vancouver (Canadá) em junho de 2010.
Centrais sindicais europeias filiadas à CIS, além de apoiar os ajustes fiscais na região avalizam a guerra movida pelas potências imperialistas, lideradas pelos EUA, contra a Líbia. A CTB é filiada à Federação Sindical Mundial (FSM), que se guia por uma concepção classista e, na Grécia, está na vanguarda da luta contra o pacote econômico neoliberal imposto pelo FMI ao país.

Mudanças da CUT e da Força

Os argumentos contra a Força Sindical levantadas pela dirigente cutista estão fora de contexto, pois menosprezam a mudança na orientação política da central. Nos anos 1990, nos governos Collor e FHC, a entidade aderiu ao neoliberalismo. Mas mudou de posição ao longo dos últimos, passou a defender os interesses e as bandeiras da classe trabalhadora privilegiando a unidade com as demais centrais.
A versão adocicada dos fatos feita por Rosane Silva tem muito pouco a ver com a realidade. A CUT de hoje não é a mesma de outrora, pois também mudou ao longo da história e especialmente durante os últimos anos. Perdeu autonomia e o radicalismo do passado, que só sobrevive como farsa na retórica diversionista de alguns dirigentes. Na polêmica em torno do fator previdenciário, a central se comportou concretamente como mera correia de transmissão do Palácio do Planalto em defesa do fator 95/85. Os fatos, conhecidos e documentados, não podem ser deletados. Fazem parte da história e falam mais alto que os argumentos.

Unidade sem exclusivismo

Desde sua fundação, em dezembro de 2007, a CTB atua em defesa da mais ampla unidade do movimento sindical brasileiro, sem exclusivismos e com a compreensão de que a unidade não se dá apenas no interior de uma única central, mas deve abarcar o conjunto das organizações sindicais, respeitando a pluralidade de opiniões e focando bandeiras concretas e unitárias da classe trabalhadora.
A preocupação da nossa central com a unidade também tem caráter internacionalista, com foco particular na América Latina, onde a CTB tem destacada participação no Encontro Sindical Nossa América (Esna), um espaço de unidade e ação intersindical antineoliberal e antiimperialista amplo e democrático, que reúne organizações sindicais de cerca de 30 países, independentemente da filiação internacional e de diferentes correntes políticas, sendo algumas ligadas à Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA, associada à CSI), como também à FSM e independentes.

A união faz a força

No Brasil, não restam dúvidas de que a unidade alcançada nas marchas a Brasília e consagrada na nova Conclat possibilitou a conquista de uma política de valorização do salário mínimo e outros avanços. Nenhuma central isolada reúne forças para fazer frente aos desafios emanados da conjuntura e lutar com êxito por um novo projeto de desenvolvimento nacional fundado na soberania, na democracia e na valorização do trabalho, conforme propõe a resolução da Conclat, realizada em junho de 2010.
A verdade contida no ditado popular de que a união faz a força é provada na prática. Diversamente, a divisão enfraquece, reduz o poder de fogo do movimento sindical e da classe trabalhadora, jogando água no moinho do patronato e da direita. Ao insistir na carreira solo, negando-se a participar dos atos unitários com as outras centrais e marchando sozinha pelas avenidas, a CUT enfraquece a frente de luta da classe trabalhadora. Esperamos que a CUT reveja sua posição e contribua para a unidade das centrais e dos movimentos sociais.

João Batista Lemos é Secretário de Relações Internacionais Adjunto da CTB e membro do Comitê Central do PCdoB

terça-feira, 12 de julho de 2011

CTB do Distrito Federal realiza vitorioso encontro estadual

A CTB do Distrito Federal realizou no sábado (09) o seu Encontro preparatório ao Conselho Nacional da CTB, preparando um salto para o futuro e com uma clara demonstração de unidade. A atividade, realizada no SINDIPOL-DF (Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal) reuniu cerca de 40 das principais lideranças do sindicalismo classista candango para fortalecer a central nessa unidade estratégica da Federação.
Prestigiaram a atividade de abertura a Secretária de Mulheres do DF, Olgamir Amância, o Presidente do PCdoB, Augusto Madeira, o Secretário Sindical do PSB, Francisco das Chagas, a Presidenta do SINTECT, Amanda Corcino, a Presidenta do SAEP, Maria de Jesus e o Secretário Nacional de Jovens Trabalhadores, Paulo Vinícius, em representação da direção Nacional, em mesa dirigida pelo Presidente da CTB, Moysés Leme e pelo seu Vice-presidente, Álvaro Cabral. Também prestigiaram a atividade o Secretário Nacional de Servidores Públicos da CTB, João Paulo e o Secretário Geral da CONTRICOM (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário), Miraldo Vieira.
Na CTB, a democracia é pra valer
O Distrito Federal e o Entorno aproveitaram o processo de construção do Conselho Nacional para fazer um amplo debate sobre as possibilidades e os desafios do movimento sindical no DF, chamando os sindicalistas e trabalhadores a refletir e participar da construção da CTB, contando com um acompanhamento constante da Direção Nacional, em especial do presidente Wagner Gomes, do Vice-Presidente, Nivaldo Santana, do Secretário Adjunto de Relações Internacionais, Batista Lemos, e do Secretário de Políticas Sindicais e Relações Institucionais, Joilson Cardoso, que por várias vezes, em meio às agendas nacionais, contribuíram com o debate sobre os rumos do DF. A Executiva local aproveitou esse acompanhamento e fez uma série de consultas que permitiram identificar os gargalos do movimento sindical classista e apontar o rumo.
Olgamir Amância (Secretária de Mulheres do DF), Augusto Madeira (Presidente do PCdoB-DF, Moysés Leme (Presidente da CTB-DF, Maria de Jesus (Presidenta do SAEP-DF e Amanda Corcino (Presidenta do SINTECT-DF) durante a abertura CTB DF convoca Congresso Extraordinário para outubro de 2011
Fruto dessa reflexão foi a decisão de abrir a CTB para um amplo leque de sindicatos que no DF se mantém independentes de qualquer Central. Ficou claro para a CTB que nã existe uma central hegemônica no movimento candango e que os espaços para o crescimento são tantos que se justifica uma ousada estratégia de crescimento que passa pela convocação de um Congresso Extraordinário, aprovado por unanimidade pela plenária para os dias 28 e 29 de outubro desse ano.
O objetivo da atividade é aprofundar a inserção junto às entidades sindicais e à sociedade, debatendo temas novos, dada a verdadeira revolução havida na conjuntura política no DF entre 2010 e 2011, com o colapso do governo corrupto e antipopular de Arruda e a ascensão de noas forças políticas e sociais ao centro do poder político, com a eleição de Agnelo Queiroz. A atualização política da CTB Distrito Federal será um ponto decisivo do Congresso Extraordinário.
Todo impulso à organização da CTB-DF
A estruturação da CTB ocupou a maior parte dos debates. O Encontro aprovou a recomposição das vacâncias da direção, com a assunção por parte de Maria José (diretora do SINPRO-DF) da Secretaria de Finanças e de Paulo Vinícius Silva (bancário do BB, sociólogo e membro da DN) para a Secretaria Geral da entidade. Com esse remanejamento, Alzira Coutinho (do SINTECT) ocupará a Secretaria de Imprensa, o professor Mário Lacerda (SAEP – Auxiliares de educação privada) passa a ocupar a Secretaria de Formação e o companheiro Francisco das Chagas Firmino do Nascimento (o nosso Chaguinha), ex-secretário geral do SINPRO, passa a ocupar a estratégica Secretaria de Políticas Sindicais do DF. O Encontro também elegeu os representantes do DF ao Conselho Nacional da Central que ocorre no fim de julho em Atibaia, São Paulo.
Além dessa recomposição, a Plenária decidiu pela instalação prévia ao congresso de todos os núcleos da CTB nas categorias com classistas presentes e numa ampla campanha de filiação sindical. Tais medidas apontam para três meses de intensa agenda e que desenharam uma CTB ainda mais forte, plural e ampla para o Congresso Extraordinário. Outra decisão importante foi a incorporação à executiva da organização da Juventude e da Cultura, com a proposição de sua inclusão na direção a ser eleita no Congresso Extraordinário, no bojo da renovação da direção da Central.
Emocionou a todos o regresso da companheira Lindaura, ex-secretária de formação da CTB-DF às fileiras da central. Em um depoimento emocionado, reafirmou suas convicções sobre a superioridade da CTB como alternativa para os trabalhadores. Ademais, o processo do Encontro serviu para a avaliação crítica e autocrítica da construção da CTB no DF, em um ambiente fraterno e de unidade, com medidas concretas para uma nova fase da CTB no Distrito Federal e no entorno.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mulheres ganham 17% menos do que os homens