quarta-feira, 11 de maio de 2016

Na segurança do trabalho, prevenir custa menos do que remediar



Site Construindo Segurança e Saúde, que mostra às empresas o quanto é mais barato investir em práticas de prevenção, ganhará novas funções
Há dois anos disponível na internet aos empresários e gestores de recursos humanos das empresas, o site Construindo Segurança e Saúde ganhará mais funções e um novo layout. Criado em parceria pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo SESI Nacional, a plataforma online que permite ao empresário cadastrado calcular quanto custa para sua empresa um acidente de trabalho ou afastamento previdenciário terá as melhorias lançadas durante o 88º. Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), que será realizado entre os dias 11 e 13 de maio em Foz do Iguaçu (PR).
A ferramenta Construindo Segurança e Saúde tem atualmente 270 empresas cadastradas de 22 estados brasileiros e já permitiu a realização de 1.370 simulações. “Até aqui, avaliamos que está muito bom o resultado e, por isso, o programa está recebendo investimentos para ter um upgrade”, comenta o especialista industrial do SESI Nacional, dr. Gustavo Nicolai, que estará presente no Enic e fará uma palestra específica no evento para apresentar as novidades, demonstrar simulações e tirar dúvidas sobre o simulador.
Nicolai dá como exemplo das novidades a emissão de alertas às empresas cadastradas por ocasião da divulgação pelo governo federal do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) de cada empresa. O FAP é um índice multiplicador, aplicado à contribuição obrigatória que as empresas recolhem sobre a folha de salários a título de Seguro Acidente de Trabalho (SAT). O FAP pode variar entre 0,5 e 2, o que multiplicado à alíquota do SAT (que no caso da construção civil é 3%) diminui ou eleva os impostos a serem pagos. O FAP de cada empresa é divulgado anualmente e há prazos para ser contestado e ajustado, por exemplo, e a empresa agora cadastrada no site receberá alertas para não perder os prazos.
Fortuna
Na página inicial do site Construindo Segurança e Saúde, estarão disponíveis e sempre sendo atualizados os valores médios – calculados com base nos dados informados pelas empresas cadastradas – de quanto custa um acidente de trabalho e o afastamento de um trabalhador por acidente ou doença do trabalho. Na sexta-feira (06/05), por exemplo, o custo médio de um acidente era R$ 32.883, enquanto o valor do afastamento previdenciário era de R$ 195.310. “Isso muda a cultura dos empresários quanto à prevenção: ver em números que a sua omissão em relação a investimentos em segurança e boas condições para os empregados pode custar uma verdadeira fortuna em impostos”, afirma Gustavo Nicolai.
O simulador de custos usa como matéria-prima para realizar os cálculos os dados inseridos no sistema pela própria empresa e mostra o tamanho dos prejuízos causados por problemas de segurança. O especialista afirma que, o objetivo da ferramenta é mudar a cultura empresarial já que em muitos negócios, na tentativa de maximizar o lucro e minimizar os custos, há gestores que ainda tentam economizar na área de saúde e segurança, comprando equipamentos de prevenção de menor qualidade e deixando de trocá-los no tempo certo. Importante frisar que o programa não deixa públicos os dados individualizados das empresas.

FONTE: CBIC.
Extraído do site: www.fetraconspar.org.br

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Brasil está entre os países do mundo onde menos se dorme, indica pesquisa



Estudo da Universidade de Michigan mostra como os estímulos da vida moderna afetam o sono; mulheres descansam mais
O Brasil está entre os três países onde menos se dorme no mundo. É o que indica uma pesquisa global publicada no fim da semana passada pelo periódico científico Science Advances. O estudo usou dados sobre hábitos de sono compartilhados voluntariamente por usuários de um aplicativo para smartphones criado especialmente para ajudá-las a combater os efeitos do chamado jet-lag, o mal-estar que sentimos quando viajamos e mudamos abruptamente de fuso horário.
Segundo os cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA — criadores do aplicativo, batizado Entrain e lançado em 2014 —, idade, gênero e nacionalidade parecem ter forte influência na quantidade de sono e no horário em que as pessoas dormem ao redor do mundo. O levantamento, que contou com dados de pouco mais de 5,4 mil pessoas espalhadas por cerca de 100 países, mostra que Cingapura, Japão e Brasil, nesta ordem, são os países onde menos se dorme.
A média entre as pessoas nestes locais ficou em torno de sete horas e meia de olhos fechados por noite. Enquanto isso, os holandeses são os que têm o maior período de sono diário: oito horas e 12 minutos.
Levando em conta os dados globais, os homens de meia-idade são os que menos dormem, frequentemente descansando abaixo das recomendadas sete a oito horas por noite. Além disso, na média global, as mulheres contabilizam cerca de 30 minutos a mais de sono diário que os homens.
O estudo revelou também que embora responsabilidades como trabalho, estudo e o cuidado com as crianças tenham um importante papel na determinação da hora que acordamos, as tendências populacionais indicam que há outros diferentes fatores que influenciam a hora que vamos para a cama e acordamos.
De acordo com a pesquisa, o horário do despertar ainda acompanha de perto o que é conhecido como ciclo circadiano, nosso relógio biológico regulado pelo nascer e pôr do Sol. Por outro lado, é a hora de dormir que mais sofre com as pressões culturais e os avanços tecnológicos, sobrepujando o ciclo natural de dia e noite.
Segundo os cientistas, iluminação artificial, TV, computadores, tablets e afins, além de compromissos sociais, estão fazendo as pessoas irem para cama muitas horas mais tarde. E esses dois fenômenos juntos se traduzem em menos horas de sono do que o desejável ou necessário.
“ Por toda parte, parece que a sociedade governa a hora de ir para a cama, e dormir mais tarde está ligado à perda de horas de sono”, diz Daniel Forger, professor da Universidade de Michigan e autor sênior do estudo. “Ao mesmo tempo, observamos um forte efeito do relógio biológico dos usuários (do aplicativo) no seu horário de despertar, e não apenas dos seus alarmes. Assim, esses achados nos ajudam a quantificar o cabo de guerra entre nossos relógios solares e sociais.”

Sem recuperação
Não adianta dormir menos durante a semana e tentar compensar o “sono perdido” no fim de semana, alerta a diretoria da Associação Brasileira do Sono (ABS), Andrea Bacelar . “Humanos não hibernam; sono perdido é sono perdido. Somar as horas de sono a menos do ideal da semana durante o fim de semana não é uma estratégia válida, não é assim que nosso corpo funciona. Para dormir bem, o melhor é sincronizar o máximo o seu horário com o nascer e o pôr do sol e respeitar o seu ritmo biológico, sua preferência individual por horários e tempo total de sono”, recomenda.
Relógio interno
Do tamanho de um grão de arroz, o “relógio biológico” humano fica atrás dos olhos e contém 20.000 neurônios. É regulado em função da quantidade de luz que a pessoa capta, sobretudo, a luz natural.

FONTE: Gazeta do Povo/Agência o Globo.

Obras de infraestrutura puxam emprego formal na construção



A perda de empregos com carteira assinada no setor da construção civil tem mais chance de ser rapidamente revertida com a retomada dos investimentos em obras de infraestrutura. Levantamento realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) comprova essa percepção ao revelar que, no acumulado de janeiro a março deste ano, apesar de o saldo geral de empregos formais no setor seguir negativo, as obras de desenvolvimento de estruturas nas cidades fizeram mais contratações de trabalhadores do que demissões em 13 unidades da federação.
Os dados compilados pela CBIC estão no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social, considerando as especificações das obras em andamento no país feitas no cadastro oficial. De acordo com o Caged, no primeiro trimestre do ano, a construção civil acumula a eliminação de 41,8 mil postos de trabalhos formais e, somente em março deste ano, foram 24,1 mil vagas a menos.
Os dados do Caged mostram, por outro lado, que a geração de emprego nas atividades relacionadas à construção de imóveis está paralisada. Nos três primeiros meses de 2016, somente em cinco estados brasileiros as obras classificadas como construções de edifícios apresentam saldo positivo na geração de empregos formais.
Os estados em que as obras de infraestrutura mais geraram empregos do que demitiram foram Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e Piauí. Já onde a construção de imóveis mais se destacou positivamente na contratação de pessoal estão os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Para reverter o quadro de paralisia econômica e retomada na criação de empregos, o setor da construção civil propõe a adoção de condições para que haja investimentos em obras de infraestrutura e, para isso, considera determinante o programa de concessões e de Parcerias Público Privadas (PPPs).
Com o objetivo de preparar o empresariado e divulgar oportunidades de concessões e PPPs, a Comissão de Obras Públicas, Privatizações e Concessões (COP) da CBIC tem feito desde setembro de 2015 – e vai até maio deste ano – um programa de seminários regionais em que são debatidos os temas da Infraestrutura, PPPs e Concessões. Os eventos, “Concessões e Parcerias – Ampliação das Oportunidades de Negócios”, são realizados pelos sindicatos regionais da construção civil e apoiados pelo SENAI Nacional, reunindo empresários, especialistas, gestores públicos e interessados no assunto.
DADOS DO CAGED
Total de postos de trabalho fechados
Março/2016
-118.776
Janeiro a março/2016
-319.150
Total de postos de trabalho fechados na construção civil
Março/2016
-24.184
Janeiro a março
-41.883
FONTE: CBIC
Extraído do Portal: www.fetraconspar.org.br